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Doleiro revela como enganava o povo para lavar de dinheiro

O operador Lucas Pacce Jr., acusado de envolvimento no esquema de remessa ilegal de dinheiro para o exterior pela Operação Lava Jato, apontou, em depoimento à CPI da Petrobras, a existência de brechas legais que permitem evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de corretoras e bancos, à margem da fiscalização do Banco Central (BC).

Ele disse ainda que as irregularidades só são possíveis graças a falhas na fiscalização e à colaboração de gerentes de bancos.
Pacce participava do esquema da doleira Nelma Kodama, que operava o envio de dinheiro para o exterior junto com o também doleiro Alberto Youssef. Ao responder pergunta do relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), ele disse que o Banco Central facilitou as irregularidades ao permitir que as corretoras atuassem como bancos no mercado de câmbio, a partir de 2006 – por meio da Medida Provisória 315/2006, transformada na lei 11.371/06.
Brechas propositais

“Na minha opinião, existem brechas propositais”, disse. Ele deu como exemplo o fato de os doleiros abrirem empresas de fachada que serviam apenas para enviar dinheiro para o exterior, oficialmente para pagar importações fraudulentas.

“A empresa não faz remessa de carga e não faz frete. A empresa opera 300 mil dólares por dia, e ninguém verifica. Nunca chega produto nenhum, e ela não tem Radar. Sem Radar, a empresa não poderia nem fazer operações legais de importação, e no entanto faz”, disse.

Radar é uma autorização que permite acesso ao Sistema Integrado de Comércio Exterior da Receita Federal (Siscomex). Sem isso, a empresa não poderia fazer operações de importação e muito menos mandar dinheiro para o exterior como se fosse o pagamento. “Mas isso continua a acontecer hoje, mesmo depois da Operação Lava Jato”, disse.




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