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Amazonino deu quase de graça a Cosama e o Banco BEA e agora prepara manobra para entregar a Cigás, colocando sócio Samuel Hanan para facilitar as coisas.

AMAZONAS - O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado David Almeida, criticou, na manhã desta terça-feira (13), a nomeação de Samuel Hanan para a presidência do Conselho de Administração da Companhia de Gás do Estado (Cigás), no momento em que o Estado registra crescimento no consumo, principalmente como gerador de energia elétrica.


Segundo o parlamentar, a indicação do empresário - que é sócio do governador tampão do Estado, Amazonino Mendes - tem como pano de fundo, o desejo do Poder Executivo em privatizar a companhia, do mesmo modo como fez, no passado, com a privatização da Cosama e do antigo Banco do Estado do Amazonas (BEA).

Na avaliação de David, a venda da Cigás neste momento é inapropriada, já que o Brasil está em processo de retomada do crescimento econômico. Hoje, o Amazonas detém 51% das ações ordinárias da empresa e 17% de ações preferências, que são as que podem ser vendidas na bolsa de valores.

Conforme a Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), o Amazonas está entre os Estados que colaboraram para o índice de crescimento do consumo de gás natural no Brasil, no mês de janeiro de 2018. Somados o uso industrial, automotivo, comercial e de geração de energia, o consumo no Amazonas cresceu 28,5% no primeiro mês do ano. Somente na geração de energia, o crescimento do uso do gás natural no Amazonas registrou alta de 28,9%.

David lembrou que, em novembro no ano passado, antecipou que essa nomeação iria acontecer. “Estão querendo vender o patrimônio do povo do Amazonas, mas esse não é o momento. Vamos perder dinheiro. Esse governo é tampão e não pode fazer isso. Em um governo eleito por quatro anos, eu não posso questionar políticas de longo prazo, agora, vender por vender, negociar por negociar, no momento inadequado, nós não toleramos, nós não queremos e não permitiremos que isso aconteça”, salientou o presidente da Aleam.

O deputado afirmou que vai envidar os esforços para que esse patrimônio permaneça com o povo do Amazonas”, disse. Ele lembrou que a privatização é praxe nos governos de Amazonino Mendes. “Querem repetir o que fizeram com a Cosama e com o BEA. A Cigás é uma empresa superavitária, e por sinal, as termelétricas do interior estão começando a transformar sua matriz energética do diesel para o gás. Esse governo tampão não pode vender o nosso patrimônio”, concluiu.

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