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David convida Igreja Católica para debate sobre violência

AMAZONAS - Diante do quadro de violência crescente no Amazonas, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, deputado David Almeida, convidou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Arquidiocese de Manaus a usar a estrutura do parlamento estadual para debater o tema da Campanha da Fraternidade 2018: Fraternidade e superação da violência.


“Todo dia estamos sendo bombardeados com notícias sobre violência e a falta de segurança. Rio de Janeiro foi até preciso ter intervenção federal na Segurança Pública recentemente. E aqui no nosso Amazonas, a situação não é tão caótica, mas é preocupante. Os números e os noticiários do dia-a-dia assustam a população”, afirmou David.

O parlamentar disse que, em conversa com representantes do Sindicato dos Rodoviários, a categoria afirma que, por dia, em Manaus acontecem em média 10,8 assaltos a ônibus de linhas regulares, oito assaltos nos ônibus alternativos e nove aos ônibus que fazem a linha especial para Distrito Industrial.

No ano passado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), divulgou que foram registrados 3.844 assaltos a coletivos na cidade de Manaus. “Esses dados ficavam disponíveis no Sinetram,  mas agora, eles se concentram na Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), que não tem divulgado mais esses números”, comentou David.

O presidente da Assembleia Legislativa observou que além do volume crescente de assaltos aos ônibus em Manaus, desde o transporte coletivo ao das linhas do Distrito Industrial, são também inúmeros as notícias de mortes por execuções, resultado da guerra entre facções criminosas que medem força com o Estado.

“Vivemos nesse clima de insegurança mesmo dentro de nossas casas. Por isso, se faz necessário reconhecer a relevância do tema da Campanha da Fraternidade e nos unir, engajar a sociedade de modo que possamos contribuir para construção de alternativas que ajudem a minimizar o problema”, explicou David, que é evangélico da igreja Adventista, mas reconhece o papel social da Igreja Católica na defesa dos valores morais, éticos e da família.

Outra preocupação que David apontou para ser colocada nos debates do enfrentamento da violência no Amazonas, é o que ele classificou como intransigência do Estado contra as forças de segurança do Amazonas. Para começar, ele lembrou de um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) enviado ao Comando da Polícia Militar, que alega a inconstitucionalidade da Lei de 2014, que assegurava promoção especial à parte da categoria.

“Os praças da polícia militar estão em polvorosa, por conta de uma declaração infeliz feita pelo atual secretário de Segurança. Em vez de falar com respeito, resolveu afrontar a tropa. Não podemos afrontar os policiais. Eles querem ser ouvidos. É preciso abrir o diálogo com eles”, salientou David.

FOTOS: DHYEIZO LEMOS

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