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Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez um discurso aparentemente surtada, acusou os EUA de estarem por trás do Golpe que derrubou Dilma e chamou a elite de Canalha e hipócrita

São Paulo – O PT e a Fundação Perseu Abramo abriram na noite de ontem (9) o Fórum Nacional Brasil que o Povo Quer, em São Paulo. Esperado pela militância do partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu.
“Um imprevisto o impediu de estar aqui”, explicou o economista Marcio Pochmann, que abriu o encontro.

A presidenta nacional do PT e senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez um discurso contundente em defesa do ex-presidente, da democracia e da soberania nacional, e foi acompanhada pelo ex-chanceler Celso Amorim. Apesar da importância da construção de um programa de governo, a “luta pelo direito de Lula ser candidato pela democracia antecede tudo isso”, disse Gleisi. “O que estão fazendo com Lula é uma coisa abjeta. É falado no mundo todo.”

“Nossa elite é calhorda e hipócrita. A elite não suporta que o pobre ganhe. Ele tem que ser pobre, paupérrimo. O direito causa desconforto à classe média e alta brasileira. É uma cabeça retrógrada”, afirmou. “Por isso este país foi o último a sair da escravidão. É uma visão escravocrata, de humilhação, e faz parte dessa visão querer prender o (ex) presidente.”

A senadora disse que interesses norte-americanos estão por trás do golpe parlamentar, midiático, com apoio do Judiciário, que derrubou Dilma Rousseff em 2016 e entregou o governo do país a Michel Temer. Entre esses interesses, está a entrega das riquezas nacionais, como a Petrobras, para colocar o país “num contexto internacional de submissão”.

Ela enfatizou os interesses dos Estados Unidos: “Há toda a cooptação do sistema judicial e de polícia do Brasil pelo sistema norte-americano. Na nossa cara. FBI, CIA, eles vêm aqui dar curso e dizer como é que tem que ser. (Sérgio) Moro foi agora para os Estados Unidos, ficou 15 dias lá, falando com empresário, recebendo prêmio. Isso tudo está interligado.”

Chamado a fazer sua “intervenção”, o ex-chanceler Celso Amorim ironizou: “Não vamos usar a palavra intervenção, porque ela não é boa. É uma palavra impositiva. Vamos substituir intervenção militar por programas sociais, que ajudarão na própria questão da segurança”.

O diplomata disse que o preço do gás se relaciona com interesses do "imperialismo”. “Quando você entrega os recursos às multinacionais, você não vai poder discutir. Eles vão impor o que bem quiserem”, afirmou.
“Isso se reflete na nossa vida diária, e na vida diária das pessoas mais pobres. O preço do gás e o imperialismo têm relação, porque quando se entregam os recursos do país, isso se reflete na vida das pessoas, sobretudo as mais pobres Falar de soberania não é falar de coisa abstrata, mas de coisas muito concretas”, disse.

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