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Marcelo Henrique, novo executivo da Seduc tentou vender consultoria de R$ 20 Milhões à própria Seduc

AMAZONAS - O novo secretário executivo estadual de Educação (Seduc), Marcelo Henrique Campbell da Fonseca, foi nomeado para o cargo, 35 dias após tentar vender para a pasta um serviço de consultoria orçado em US$ 6,33 milhões de dólares, o equivalente a R$ 20,94 milhões.
Campbell era representante comercial de empresa Nuvem Mestra na Região Norte, parceira dos negócios da Google no Brasil.

      
Em uma foto enviada por servidores da Seduc ao Site Correio da Amazônia, Campbell aparece em uma mesa conversando com Lourenço Braga, dentro da Seduc. Segundo os funcionários da secretaria, o encontro ocorreu no dia 6 de fevereiro deste ano e o tema da conversa era a celebração de vários contratos milionários com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) por meio do Programa de Aceleração do Desenvolvimento Educacional do Amazonas (Padeam). O programa possui recursos na ordem de US$ 151 milhões para financiar junto ao BID.
   
Após o encontro de fevereiro, o empresário foi nomeado por Lourenço para comandar a Secretaria Executiva da Seduc, no último dia 13 de março, pegando de surpresa os servidores, que acompanharam a romaria do empresário à secretaria para vender seus serviços. Agora, como secretário executivo, Campbell tem autonomia para autorizar e assinar contratos do Padeam, com a utilização de recursos milionários do BID, como tantas vezes tentou como consultor da Google.
   
Estranhamente, Marcelo Campbell não informa em seu descritivo profissional publicado no site da Seduc a sua ligação com Nuvem Mestra, representante da Google. Ao citar seu trabalho fora do serviço público, o empresário diz apenas que tem “vasta experiência na iniciativa privada, em empresas multinacionais”. Campbell também tem muita experiência no setor público e já foi, inclusive, coordenador executivo do Padeam, programa para o qual tentou vender serviços quando atuava como consultor.
     
Parceria antiga
    
A parceria entre a Seduc e a Google vem desde 2015. Quando a parceria foi anunciada pelo então governador José Melo, em abril do mesmo ano, a gerente do Google, Thais Moraes, declarou, em Manaus, que o projeto não iria gerar custo algum para o Estado. Segundo ela, o projeto já possuía todos os investimentos necessários. Com a parceria, professores e alunos teriam acesso gratuito aos serviços e aplicativos digitais da Google Educação.
   
http://www.fapeam.am.gov.br/governador-jose-melo-formaliza-parceria-do-governo-do-estado-com-google-para-servicos-tecnologicos-educacionais/
   
Apesar disso, neste momento de crise que o secretário Lourenço Braga afirma que não há recursos para o reajuste dos professores e para a ampliação de outros benefícios para os profissionais da educação, surge essa consultoria de quase R$ 21 milhões de reais, dos quais R$ 11,5 milhões seriam para “treinar” e “acompanhar” os professores em serviços gratuitos e disponibilizados há três anos.
    
O Programa de Aceleração do Desenvolvimento Educacional do Amazonas prevê o financiamento de projetos na ordem de US$ 151 milhões pelo BID, além da contrapartida do estado que não foi realizada, com o objetivo de ampliar e melhorar o sistema público de educação do Estado.
   
Contudo, por má gestão e por não conseguir cumprir os prazos, segundo relatos de funcionários do Padeam, o governo do amazonas perderá US$ 59 milhões a partir de maio deste ano e deixará de reformar escolas de ensino integral e outros projetos importantes que foram substituídos por consultorias duvidosas como essa da empresa que Marcelo Campbell representava comercialmente até antes de ser nomeado secretário executivo da Seduc, com claro conflito de interesses.
   
    
Fonte: Correio da Amazônia

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