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Mesmo com manobras do "Desarruma Casa", professores da rede estadual deflagram greve no Amazonas

AMAZONAS - Greve. Essa foi a decisão dos trabalhadores da rede estadual de ensino na assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), realizada na tarde de hoje, no Rio Negro Clube. O governo tentou em vão através de pressão de gestores sobre professores, jogar os alunos e seus pais contra os professores e, por último, enviar gestores e comissionados para votar contra a greve, mas foi derrotado da mesma forma.
    
A categoria pede 35% de reajuste salarial referente às datas-bases de 2015, 2016 e 2017 e R$ 600 de vale-alimentação. O governador Amazonino Mendes propôs pagar 4,57% de reposição do ano de 2017 e escalonar, de acordo com a arrecadação do estado, o restante do reajuste, o que foi rejeitado pelos professores e demais trabalhadores. Sobre o vale-alimentação, o governo já havia acenado com o reajuste de R$ 220 para R$ 420 para toda a categoria. 
     
O Sinteam negocia desde a semana passada com o governo e já avançou nos seguintes pontos: retomada do Plano de Saúde, pagamento do vale-transporte integral sem o desconto de 6%, reajuste no auxilio localidade, que passou de R$30 para R$ 200 até R$ 1mil.
    
Os únicos pontos de impasse são o percentual de reajuste e o valor do vale-alimentação.
   
Hoje, dia 23, haverá uma passeata da sede da prefeitura até a sede do governo, a partir das 7h.
    
Legalidade da greve
    
O Sinteam reitera o apoio ao movimento de professores e está preocupado com a paralisação. Para isso, deve negociar as faltas da categoria, e cumprir as regras legais para a deflagração da greve.
    
O primeiro passo é a assembleia específica para isso. Em seguida, há a comunicação oficial para o Governo e a criação do comando de greve, que deve conduzir o movimento e as negociações com o governador.

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