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Surtou de vez - "Não vou passar para a História como um inocento condenado", diz Lula

SÃO PAULO  - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (20), em conversa com jornalistas, que manterá sua candidatura à Presidência da República em qualquer cenário, disse que “não será preso” e afirmou que não passará para a História como um “inocente condenado”.

Lula disse estar tranquilo em relação ao julgamento no dia 24 de janeiro pelo Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF-4) e reiterou que, se for condenado em segunda instância, vai recorrer e disputar a Presidência.
O ex-presidente desconversou sobre qualquer possibilidade de o PT ter um plano B e afirmou que eventuais acordos devem ser feitos no segundo turno.

Lula se reuniu no fim da manhã desta quarta-feira com jornalistas por duas horas e meia em seu instituto, em São Paulo. O ex-presidente afirmou que uma eventual condenação “será a negação da Justiça” e disse ter a “tranquilidade de que será absolvido”. “A Justiça terá que fazer um esforço monumental para transformar mentira em verdade”, afirmou.
O petista repetiu que tem desafiado a força-tarefa da Lava-Jato e “apresentar uma única prova” contra ele, apesar de haver “um conluio para fazer com que a mentira vença”. “Não vou passar para a História como um inocente condenado”, disse.

Velho gaiato
Lula vinculou sua energia aos 72 anos com a possibilidade de candidatura. “Como eu acho que vou ser cada vez mais inocentado e acho que no final vai prevalecer o bom senso nesse país, como é que podem tentar evitar que um velhinho de 72 com energia de 30 e tesão de 20 seja candidato? Não é possível. É tanta coisa boa junta que eles têm que deixar. E tem mais: um cara que tem um otimismo que sozinho os outros não têm juntos. Sou otimista, acredito e para mim tem uma coisa que é: o povo pobre tem que voltar para a economia.”

O ex-presidente disse esperar também que a História deve fazer justiça ao que o PT fez nos mandatos dele e da ex-presidente Dilma Rousseff para “combater a corrupção”.

Em sua narrativa, o petista disse que tem sido perseguido pelo Judiciário porque tem mais chance de vencer a disputa presidencial de 2018 do que seus adversários. Lula reforçou durante a entrevista que será candidato “enquanto o PT quiser e enquanto houver recursos”. “Não vou ser preso”, declarou.

“Ainda se cometerem barbaridade jurídica, tenho recursos e vou continuar [candidato]”, disse. “A minha inocência já provei; quero que provem a minha culpa”, afirmou, ressaltando que tem a consciência tranquila e espera ser absolvido pelo TRF-4 por 3x0 . “Meus acusadores ficarão ridicularizados”, disse na conversa. “Acredito na Justiça; se não acreditar, vou fazer o que, propor a luta armada na minha idade?”, ironizou.
O ex-presidente afirmou ainda não saber se irá a Porto Alegre no dia de seu julgamento pelo TRF-4 e que como réu “não vai ficar participando de manifestações”.

"Mega mentira"
Em meio a críticas à força-tarefa da Operação Lava-Jato, Lula afirmou que o procurador da República Deltan Dallagnol deveria “ser exonerado”. Ao falar sobre as investigações sobre o tríplex no Guarujá, Lula disse que a apuração foi “subordinada à mega mentira” apresentada por Dallagnol.
“A única chance que eu tenho [no julgamento em segunda instância] é pedir provas. Não é possível que alguém seja dono de uma coisa da qual não é dono. Tudo foi subordinado à grande mentira do power point do Dallagnol, da mega mentira”, disse o ex-presidente.
“Dallagnol não tem tamanho para fazer o que está fazendo. Deveria ser exonerado; não é possível ganhar o que ganha para mentir”, afirmou. “Não se pode dar destaque a quem não tem biografia”.

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