Header Ads

EUA, França e Inglaterra bombardeiam a Síria

MUNDO - Os EUA, o Reino Unido e a França fizem um primeiro ataque à Síria numa ação militar conjunta para punir o regime de Bashar al-Assad depois do ataque de Douma, em que terão sido usado armas químicas. Esse ataque, há uma semana, deixou pelo menos 75 mortos e fez mais de 500 feridos, muitos deles crianças.
O bombardeamento da madrugada deste sábado durou apenas uma hora e visou três alvos precisos, segundo o Pentágono e o ministério da Defesa britânico. As justificações dos três líderes são semelhantes: Trump falou em “crimes de um monstro”, May numa situação de “puro horror” e Macron na “ultrapassagem de uma linha vermelha”.
Uma nota importante garantida pelo Pentágono: a Rússia não foi avisada previamente do ataque dos aliados.
Mas os russos já reagiram.
Mas os russos já reagiram. Anatoly Antonov, o embaixador russo nos EUA, não só se queixou de Moscovo não ter sido avisadom como disse que “a Rússia está a ser ameaçada”. E deixou mais um aviso: “Nós alertamos que estas ações não deixarão de ter  consequências”.
Russian ambassador to the US warns of "consequences" after strikes on Syria
— CNN Breaking News (@cnnbrk) April 14, 2018
Dirigindo-se diretamente a Trump, Antonov disse que “insultar o presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível” e que os EUA, como detentores de armas químicas, não têm o direito moral de culpar outros países.
Os pormenores do ataque
Oficialmente, quer o Reino Unido quer os EUA já deram informações sobre o ataque.
Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido quatro aviões Tornados da RAF voaram de Chipre e dispararam mísseis Storm Shadow sobre uma antiga base de mísseis na Síria, perto de Homs, onde se acredita que o governo sírio tenha mantido armas químicas. A intenção, segundo o ministério britânico, foi “maximizar a destruição dos produtos químicos armazenados e minimizar quaisquer riscos de contaminação para as áreas circundantes”, garantindo que as instalações atingidas “com sucesso” estão “a alguma distância” de zonas civis.
NEW: French release video showing fighter jets taking off to execute strikes against Syria. https://t.co/yjRxpPgMYYpic.twitter.com/sTORxyB0cC
— ABC News (@ABC) April 14, 2018
Gavin Williamson, o secretário de defesa do Reino Unido, disse que “o uso de armas químicas em Douma foi mais uma prova da terrível crueldade do regime sírio contra seu próprio povo. Nós não ficaremos parados enquanto civis inocentes, incluindo mulheres e crianças, são mortos e sofrem”. E acrescentou: “A comunidade internacional respondeu com força militar legal e proporcional. Para que estas ações unidas enviem uma mensagem clara ao regime – o uso de armas químicas é inaceitável e quem as usa será responsabilizado”.
U.S., Britain, France launch air strikes in Syria. Latest here: https://t.co/W0sgSTBV0opic.twitter.com/rfHDsXMfy5
— Reuters Top News (@Reuters) April 14, 2018
Secretary of @DeptofDefenseMattis and Chairman of @TheJointStaff General Dunford brief reporters on #Syriapic.twitter.com/7piX1cHSB7
— Department of State (@StateDept) April 14, 2018
James Mattis, o chefe do Pentágono, falou depois para dizer que os EUA, o Reino Unido e a França só avançaram para esta “ação decisiva” porque, “claramente, o regime de Assad não recebeu a mensagem” depois do ataque de 2017. Mattis garantiu ainda que tudo foi feito para “evitar vítimas civis e estrangeiras”.
US official says tonight's strikes targeted three sites:
– A scientific research center in Damascus
– A chemical weapons storage facility located west of Homs, Syria
– A chemical weapons equipment storage facility and command post near second target https://t.co/SsTMXQVkCgpic.twitter.com/Tr9UwhZMfO
— CNN International (@cnni) April 14, 2018
Já o General Dunford, responsável pela operação, explicou que os EUA atacaram três alvos precisos: um centro de pesquisa científica na área da grande Damasco, uma instalação de armazenamento a oeste de Homs onde acreditam existir produtos químicos e gás sarin e um depósito de armazenamento de produtos químicos e “importante posto de comando”.
Os testemunhos de Damasco
Segundo a TV estatal síria, as defesas antiaéreas foram usadas contra os ataques. Mas Barzeh, uma zona de Damasco que abriga um laboratório científico, foi atingido, segundo uma testemunha da Reuters. Uma segunda testemunha disse que o distrito de Barzah foi igualmente bombardeado. Barzah é a localização de um importante centro de pesquisa científica sírio.
Video showing the moment tomahawk cruise missiles impacted a research facility in #Syriapic.twitter.com/MeTNGPQqHj
— Strategic Sentinel (@StratSentinel) April 14, 2018
Os meios de comunicação sírios garantem que as defesas sírias atingiram 13 mísseis a sul de Damasco. E que veículos com alti-falantes surgiram nas ruas de Damasco tocando canções nacionalistas.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem sede no Reino Unido, acrescenta que várias bases militares também foram atingidas. Incluindo a da Guarda Republicana e a 4ª divisão do exército, segundo o The Guardian.
A CNN cita um alto funcionário do governo dos EUA que diz que esta noite é apenas a primeira de um ataque “multi-ondas”.
Os EUA estão a usar mísseis de cruzeiro Tomahawk, segundo a Reuteurs, que cita uma autoridade dos EUA. A CNN diz que navios e aviões estão igualmente a ser usados no ataque. Os EUA, o Reino Unido e a França continuam a juntar vários recursos militares no leste do Mediterrâneo.
#BREAKING: Missile sirens going off in Syria, #Damascuspic.twitter.com/R4y4Zw6KJY
— Ryan Saavedra ???????? (@RealSaavedra) April 14, 2018
Trump fala em punir “crimes de um monstro”
Donald Trump foi o primeiro a anunciar o ataque, a partir de Washington. Disse que os EUA iam fazer ataques precisos na Síria, contra o regime de Assad, como punição pelo uso de armas químicas. E que esses ataques seriam dirigidos a alvos precisos onde se suspeita que estejam guardadas armas com essas capacidades.
WATCH: Moments ago, @POTUSdelivered remarks regarding Syria, and "ordered the United States Armed Forces to launch precision strikes on targets associated with the chemical weapons capabilities of Syrian dictator, Bashar al-Assad.” https://t.co/vHFBXJkmZCpic.twitter.com/BGKTJRERDM
— Fox News (@FoxNews) April 14, 2018
Trump garantiu de seguida que a resposta dos EUA foi combinada com Emmanuel Macron e Theresa May e que tinha o apoio militar da França e do Reino Unido.
Segundo as justificações de Trump, o que aconteceu em Douma foi um “um ataque desprezível” que “deixou mães e pais, mulheres e crianças a debaterem-se com dores”. Foram “crimes de um monstro”. Num recado directo para o Kremlin e para o Irão, o presidente norte-americano perguntou ainda: “Que tipo de nação quer estar associada a um assassino em massa de homens, mulheres e crianças inocentes?”.
Mas Trump não pretende que as tropas norte-americanas fiquem muito tempo na Síria. “Estamos já ansiosos pelo dia em que possamos trazer nossos guerreiros para casa”, disse o presidente dos EUA na comunicação em Washington. “Os EUA serão um parceiro e um amigo, mas o destino da região está nas mãos de seu próprio povo”. E terminou mesmo a declaração com um “Rezamos para que Deus traga conforto ao sofrimento e guie toda a região”.
Mal Trump terminou a sua comunicação, ouviram-se as primeiras explosões em Damasco. Os misseis norte-americanos atingiram alguns alvos na capital síria, mas ficaram longe de Douma, a região alegadamente atingida pelo ataque químico e onde os combates com os rebeldes têm sido mais intensos.
Breaking: Video purportedly shows massive explosion in Damascus, Syria amidst coalition strikes against the Syrian regime. pic.twitter.com/A73YgiQpox
— Tom S. | 12.4K (@realTomShae) April 14, 2018
Os avisos de May a Putin e a solidariedade com Trump
The Prime Minister @theresa_may has made a statement on Syria: https://t.co/bBfYyowUIopic.twitter.com/QlTeFXmOkt
— UK Prime Minister (@10DowningStreet) April 14, 2018
Theresa May falou depois de Trump para confirmar que tinha autorizado “as forças armadas britânicas a realizar ataques coordenados e direcionados para degradar a capacidade de armas químicas do regime sírio e impedir seu uso”, confirmando ainda que estava a agir em “conjunto com os aliados americanos e franceses”. A justificação foi a mesma do presidente norte-americano: “Em Douma, no sábado passado, um ataque com armas químicas matou 75 pessoas, incluindo crianças pequenas, em circunstâncias de puro horror”.
Photo of missile in #Syriaheading to intercept American missile. pic.twitter.com/RVZQ99tpoo
— Rose Barros (@RoseVLB) April 14, 2018
Para a primeira-ministra britânica, este “padrão persistente de comportamento deve ser interrompido, não apenas para proteger pessoas inocentes na Síria das terríveis mortes e baixas causadas por armas químicas, mas também porque não podemos permitir a erosão das regras internacionais, que proibem o uso dessas armas”. E explicou ainda que os ataques só surgem depois de terem sido esgotados “todos os canais diplomáticos possíveis para conseguir isso” e que, tal como os EUA, a presença militar britânica na Síria será temporária e o mais curta possível.
Theresa May criticou ainda a Rússia por ter impedido uma alternativa à ação militar, depois do veto à resolução no conselho de segurança da ONU e fez questão de lembrar o caso Skripal. “Embora esta ação seja especificamente sobre dissuadir o regime sírio, ela também enviará um sinal claro para qualquer um que acredite que pode usar produtos químicos com impunidade ”.
Mais tarde, em comunicado, May disse que não foi uma decisão que tivesse tomado de ânimo leve e reiterou a mesma ideia: “Não podemos permitir que o uso de armas químicas se normalize – na Síria, nas ruas do Reino Unido ou em qualquer outro lugar do mundo. Tínhamos preferido um caminho alternativo. Mas nestaaltura já não havia nenhum”.

Nenhum comentário:

Patrocinador

Mídia Social Ronaldo Aleixo . Tecnologia do Blogger.