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"Não saiu da maquete"- Projeto lançado pelo governo Omar Aziz em 2012, "A cidade Universitária da UEA", é alvo do MPC-AM que investigará R$ 207,2 milhões em contratos

AMAZONAS - A Coordenadoria de Infraestrutura e Acessibilidade do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) ingressou com uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) para apurar as licitações e contratos da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) e da Comissão Geral de Licitação (CGL) relativos à primeira fase da implantação da Cidade Universitária, em Iranduba.
O pedido de apuração abrange, entre outros, sete contratos que totalizam aproximadamente R$ 207,2 milhões. O dinheiro foi investido para:

Projeto de estudo de impacto ambiental;
Elaboração do Plano Diretor Urbano e Projetos Básicos Avançados de Infraestrutura Urbana e Edificações;
Elaboração do inventário florístico da obra de acesso à Cidade Universitária;
Projetos executivos de engenharia e supervisão das obras de infraestrutura da 1ª fase;
Projetos executivos de engenharia e supervisão para construção dos blocos de edificações (reitoria, biblioteca, escritório, Escolas Normal Superior de Ciências Sociais e Normal Superior e prédio de alojamentos);
Construção da estrada de acesso e a implantação da Cidade Universitária.
Segundo os procuradores de contas, a apuração é sem prejuízo aos procedimentos preliminares já instaurados referentes à paralisação indefinida das obras.

Em 2012 Omar Aziz inaugurou a "Maquete"

O governador Omar Aziz apresentou nesta quinta-feira, 12 de julho de 2012, o projeto da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Projetada para ser construída no município de Iranduba, Região Metropolitana de Manaus, a Cidade Universitária é um marco fundamental, segundo Omar Aziz, na consolidação da instituição, que supera uma década de existência. O evento de lançamento foi no Teatro Direcional no Manauara Shopping, onde a maquete do complexo ficará exposta ao público.

Com projeção de investimentos iniciais de R$ 300 milhões para infraestrutura e construção dos espaços acadêmicos, a Cidade Universitária reunirá todas as unidades da UEA da capital, fortalecendo a integração entre os cursos, além de proporcionar avanços fundamentais na gestão administrativa – de logística e de pessoal – com impactos significativos na gestão financeira. O complexo também foi concebido para ter estrutura urbana completa, com espaços residenciais, comerciais, eixos viários, áreas de lazer e turismo, equipamentos públicos, como terminal rodoviário, hospital, delegacia, corpo de bombeiros, órgãos de serviços de cidadania, entre outros.

O projeto inicial prevê um espaço de 13.000.000m2, com infraestrutura totalmente planejada e perspectiva de se tornar, em breve, mais um grande polo de desenvolvimento econômico, cultural e educacional do Estado. A obra inicia com a construção da Reitoria e dos prédios de Ciências da Saúde, Ciências Sociais e de Tecnologia, com previsão de inauguração no primeiro semestre de 2014.

Discurso de Omar Aziz jogado no lixo
“Com a Cidade Universitária vamos consolidar esse projeto vitorioso que foi a criação da UEA, um patrimônio do povo amazonense”, disse o governador, ao ressaltar que a obra completa da cidade universitária será para as futuras gerações. “Muitas obras serão construídas nos próximos anos, na área de infraestrutura, prédios, em logística, mas nada se compara ao investimento feito na educação. Não há desenvolvimento sem conhecimento”.

o que prevê a Cidade Universitária
O Campus da UEA vai comportar, ainda, um hospital-escola, com 200 leitos e vila olímpica. Para abrigar os alunos do interior do Estado, será construído o maior complexo de moradia para estudantes do Brasil, que oferecerá inicialmente duas mil vagas, além de restaurante universitário e Centros Acadêmicos de Convivência.

“Com a ajuda do Governo, os universitários vão ter estudo, moradia e alimentação gratuitos, para depois que se formarem poder voltar aos seus municípios e suprir a carência do interior em diversas áreas do conhecimento”, afirma o governador Omar Aziz. O projeto prevê ainda a Vila Agrícola, que funcionará como um campus rural para os cursos de Agronomia e Engenharia Florestal; um Centro Tecnológico cujo principal objetivo é atrair instituições de pesquisa tecnológica, agências de fomento, incubadoras de empresas e parques tecnológicos.

Outro ponto forte da Cidade Universitária será o segmento turístico, com atrações voltadas para a educação socioambiental e ao lazer (parques linear, temáticos e urbanos, zoológico, restaurantes). As áreas reservadas para a implantação do setor hoteleiro e de um hotel resort estão localizadas numa das regiões mais privilegiadas da Cidade Universitária, com vista panorâmica para a floresta e o rio Negro.

Para fomentar o intercâmbio internacional na graduação, pesquisa e extensão, a Cidade Universitária do Amazonas contará com espaços voltados à fixação de universidades e outras instituições científicas, culturais e educacionais internacionais.


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