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Os entraves nas negociação com os caminhoneiros "A Greve continua"

BRASIL - A greve dos caminhoneiros completa uma semana neste domingo, com bloqueios ainda existentes em diversas rodovias do país e um saldo, com isso, de desabastecimento de combustível e insumos básicos que afetaram, em diferentes graus, a maioria das cidades - a ponto de interferir no atendimento de emergência de hospitais e até mesmo prejudicar o transporte de órgãos para transplante, segundo o próprio governo federal.


Na noite de sábado, quando o último balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostrava ainda haver 586 bloqueios e 577 pontos já liberados, os ministros Raul Jungmann, da Segurança Pública, e Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, afirmaram em entrevista coletiva que a situação "começaria a se normalizar", com o reabastecimento de aeroportos e o início da desobstrução de estradas.


Os próprios ministros afirmaram, entretanto, que não têm como traçar um prognóstico de quando o quadro começará a se regularizar nos transportes, na entrega de cargas e nos postos de gasolina.

1 - Demora em dimensionar a crise e em agir
Críticos afirmam que o governo demorou em reconhecer a gravidade da greve, em curso desde segunda-feira passada, e, além disso, não conseguiu se articular para responder a ela de modo efetivo.

Um exemplo disso foi a queda de braço, na Câmara dos Deputados, na quarta-feira passada, entre o governo e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A contragosto do governo - e com o apoio de parlamentares da base governista -, Maia incluiu, na votação de desoneração fiscal de empresas, a proposta de zerar a cobrança de PIS/Cofins do diesel até o final do ano.

De um lado, Maia falou que a perda de receita com a medida seria de R$ 3 bilhões; Carlos Marun, homem forte de Temer e ministro da Secretaria de Governo, estimou os prejuízos em R$ 14 bilhões. O imbróglio acabou indo parar no Senado, que ainda não votou a questão.

A cronologia da crise do diesel, do controle de preços de Dilma à greve dos caminhoneiros
No início da mesma quarta-feira, ministros ainda diziam que os efeitos da greve não eram tão profundos. À tarde, porém, Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun e Valter Casimiro (Transportes) receberam organizações ligadas à categoria.

No início da noite, em mais uma tentativa de conter a greve, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou que a estatal faria uma redução de 10% no preço do óleo diesel por 15 dias e pediu que os caminhoneiros reagissem com "boa vontade" ao aceno. A greve, porém, continuou.

Na sexta-feira, o governo emitiu uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) - pela primeira vez, em todo o território nacional, e não em Estados ou municípios definidos - dando poder de polícia para as Forças Armadas em todo o país, até o dia 4 de junho.

Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal deu aval para que o governo removesse manifestantes que estivessem bloqueando vias.

Foi só na noite deste sábado que os ministros Jungmann e Etchegoyen afirmaram que a situação começava a caminhar para a "normalização", mas ainda sem um prazo claro para todo o abastecimento voltar ao normal.

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