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“Se não houver medida judicial de caráter urgente, teremos demissões no PIM”, diz Wilker Barreto


“Não se pode um governo a seu bel-prazer, quando bem entender, rasgar a Constituição da República. Um governo que não respeita a constituição não exerce a cidadania. Não respeita o estado democrático de direito”, disse.
Barreto reconhece que a ZFM precisa passar por um processo de aprimoramento do seu processo produtivo básico e que cadeias econômicas – a exemplo dos fármacos, petroquímicos e a ecoturística -, precisam melhorar, mas que nada justifica um ataque tão agressivo aos concentrados responsáveis por boa parte do faturamento.

“Um governo que não é governo, é um grande balcão de negócios. Um governo que para se manter negocia claramente no atacado. Numericamente a bancada do Amazonas não é páreo para o Sudeste, mas precisamos estar resguardados na Constituição. É uma matéria que não temos competência de legislar, mas não podemos nos calar. Se esse decreto prosperar, se não tiver uma medida judicial de caráter urgentíssimo, famílias vão passar por grandes dificuldades. Iremos ter uma grande leva de demissões no PIM”, alertou.

Wilker Barreto considera ‘miopia’ de alguns empresários do Sudeste atacar a ZFM. “São tão míopes que não enxergam que, se virarmos para o extrativismo, o ciclo das chuvas estará ameaçado. Não aguentam uma crise hídrica, mas atacam um modelo econômico que preserva o meio ambiente. E estamos falando de um modelo econômico que é superavitário. Bancada federal, peço que subam à Tribuna e olhem para a bancada de São Paulo e digam: vocês vão virar deserto. Porque se mudarmos para o extrativismo, os primeiros que vão sofrer são os do Sudeste. Vai faltar chuva, sem água não tem vida”, sugeriu.   

O presidente da CMM aproveitou para colocar a CMM à disposição. “Sei do trabalho da bancada, mas sei também que todo o Estado precisa estar irmanado em prol do ZFM”, concluiu.

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